Como o TSI influencia na fisiologia das plantas?

A tecnologia é indispensável na vida moderna, ela está presente […]

quinta-feira | 09 setembro

A tecnologia é indispensável na vida moderna, ela está presente no computador, no carro, na casa e até na alimentação e a agricultura é um dos setores que mais avança e vem crescendo com o uso de tecnologias.

Com a população mundial crescendo exponencialmente, juntar tecnologia com a produção de alimentos é definitivamente uma boa ideia.

E quando tentamos imaginar como toda essa modernidade é usada na agricultura, a primeira coisa que nos vem à mente são drones, tratores com inteligência artificial, irrigadores automáticos e outros dispositivos como esses. Mas será que o uso da tecnologia se limita apenas a isso?

Com certeza não. Outros fatores importantes na produção de alimentos e “invisíveis a olho nu” carregam uma quantidade enorme de tecnologia e nós nem percebemos sua existência. Um ótimo exemplo é o TSI, que nós vamos explorar um pouco neste texto.

Primeiramente, o que é TSI?

TSI é a sigla utilizada para Tratamento de Sementes Industrial, que nada mais é do que o uso de produtos químicos ou biológicos, pesticidas e fertilizantes em geral, que formam uma calda de tratamento que é aplicada à semente.

A forma de aplicação varia muito de acordo com aquilo que será o componente da calda, o tipo, uso e o tamanho da semente e a finalidade do plantio.

Mas, de uma forma ampla, o TSI pode ser aplicado de 5 formas diferentes:

- Tratamento por molhamento, onde a semente é literalmente molhada com o produto.

- Tratamento por peliculização ou film coating (película de recobrimento), onde a semente recebe uma camada de polímeros compostos por amido, agroquímicos, resina natural, mucilagem e açúcares e corantes.

- Tratamento por peletização, em que a semente recebe uma grossa camada de produtos cimentantes, com o objetivo de aumentar o tamanho e dar um formato arredondado à semente. Geralmente é utilizado para sementes muito pequenas.

- Tratamento por inoculação, onde um microrganismo benéfico para a semente, como as bactérias fixadoras de nitrogênio, é adicionado à semente, juntamente com açúcares, com o auxílio de um composto adesivo.

- Tratamento por condicionamento osmótico, quando a semente recebe um estímulo intenso que possui a intenção de acelerar seu processo germinativo, com um dos principais objetivos de melhorar a competitividade da cultura.

Qual a importância do TSI?

Falando do ponto de vista econômico e da eficiência, o tratamento de sementes dispensa argumentos. O mercado gira em torno de 5,33 bilhões de dólares anuais distribuídos em: 38% na América do Norte, 24,6% na América do Sul, 26,4% na Europa e 11% na região Ásia-Pacífico.

Além disso, é um dos métodos mais baratos para realizar o tratamento precoce de pragas e doenças, de acordo com pesquisas feitas por Alceu Richetti, em parceria com Augusto César Pereira Goulart, na safra de 2018/2019, em que apenas 1,48% do gasto total com a cultura da soja foi representado pelo uso de fungicida, por meio do tratamento de sementes. Ou seja, do total de R$ 3 mil gastos por hectare, apenas R$ 46,53 foram necessários para o tratamento de sementes.

Outro fator importante sobre o TSI é que ele é considerado o método mais eficiente durante o desenvolvimento inicial da cultura, sendo capaz de evitar possíveis perdas decorrentes da ação de pragas e doenças iniciais.

Plantio de sementes tratadas e gestão ambiental

Como já comentado anteriormente, o tratamento de sementes inclui diversos aditivos como, fungicidas, inseticidas, nematicidas, produtos fitossanitários, inoculantes, micronutrientes, agentes protetores a herbicidas, reguladores de crescimento e outros materiais biologicamente funcionais à semente comercial. Além destes agentes ativos, a semente tratada também pode conter polímeros e incluir outros materiais como corantes, secantes e aditivos para apresentar aparência e propriedades físicas adequadas, bem como desempenho de processo e demais fatores.

Todos estes tratamentos e produtos tornam este tipo de semente um pouco diferente e, para que o resultado alcance a expectativa do produtor, diversos fatores devem ser levados em consideração.

  • Uso de lubrificantes para fluxo das sementes:

Devemos sempre seguir as recomendações do fabricante da plantadeira, evitar o uso excessivo de lubrificantes, usar a dose de lubrificante adequada para evitar o acúmulo de resíduos indesejados e minimizar problemas futuros.

  • Equipamento para plantio:

É importante seguir as recomendações do fabricante com relação à operação, limpeza e manutenção de acordo com o manual do equipamento. A plantadeira a vácuo deve expelir o ar para baixo em direção ao solo, se possível. O uso de defletores descendentes pode reduzir o movimento de deriva de pó. Deve-se plantar sempre de acordo com a taxa de semeadura recomendada na embalagem ou na bula da semente. E calibrar adequadamente os equipamentos de plantio.

  • Descarte de semente tratada não utilizada:

Para pequenas quantidades de sementes tratadas, recomenda-se descartar por meio do plantio em áreas de pousio ou outras não cultivadas da fazenda. Observar que a semente tratada pode ser perigosa para a vida selvagem e deve ser plantada de acordo com a etiqueta das sementes e instruções da embalagem. Aplicar as mesmas práticas e precauções ao se plantar semente tratada para produzir uma cultura.

Para quantidades maiores, deve-se optar por instalações aptas para este tipo de descarte, tais como instalação para gestão de resíduos, usina de etanol ou usina de compostagem para produção de fertilizantes orgânicos. É importante consultar primeiramente as autoridades estaduais e locais para garantir que se esteja em conformidade com os regulamentos apropriados.

Influência do TSI na fisiologia das plântulas

Por ser um método que vem apresentando um crescimento extremamente rápido no seu consumo com a utilização de diversos produtos e aditivos, há uma real preocupação sobre o tratamento de sementes afetar o desenvolvimento fisiológico das plântulas recém emergidas.

No entanto, um estudo realizado pela Embrapa, que buscou saber se o TSI de fato afeta o desenvolvimento fisiológico das plantas, nos mostrou o contrário.

De acordo com o estudo: “INFLUÊNCIA DO VOLUME DE CALDA E DA COMBINAÇÃO DE PRODUTOS USADOS NO TRATAMENTO DA SEMENTE DE SOJA SOBRE O SEU DESEMPENHO FISIOLÓGICO”, o uso de TSI não afeta negativamente a emergência e a germinação das sementes tratadas, tal qual não ocorre nenhuma reação negativa em outros fatores fisiológicos da planta emergida.

Em suas palavras:

“Os resultados obtidos permitem concluir que a associação de fungicida, inseticida, micronutriente e inoculante perfazendo o volume de calda de 1.320 ml por 100 kg de semente, não afetou o porcentual de emergência no campo em ambas as condições de umidade e na casa de vegetação nos dois níveis de vigor avaliados”.

Portanto, é correto afirmar que o uso de sementes tratadas é seguro e deve ser mais uma opção de tecnologia utilizada a campo.

Ou seja, os benefícios trazidos pelo TSI são muitos e sua introdução no cultivo das culturas em sua lavoura só trarão vantagens ao produtor e, por que não, ao consumidor final.

E é sobre isso que se trata a Sementes Goiás.

Nosso desafio de alimentar mais de 10 bilhões de pessoas é o que nos motiva a crescer mais e, para isso, contamos com uma equipe capacitada desde o desenvolvimento de produtos até o beneficiamento de sementes no parque industrial.

A Sementes Goiás é pioneira em tratamento químico-industrial de sementes no Brasil, oferecendo ao produtor rural a segurança e a comodidade de receber sementes de alta qualidade e prontas para o plantio em sua propriedade.

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