Será que escolhi a variedade certa de soja? – Parte I

Te ajudamos a responder essa pergunta. O início das nossas […]

quarta-feira | 06 abril

Te ajudamos a responder essa pergunta.

O início das nossas escolhas faz total diferença e isso também pode ser aplicado ao momento da escolha da variedade certa de semente de soja. Esse ano, o Brasil deverá plantar uma safra recorde de soja, o que equivale a mais de 40 milhões de hectares cultivados e a 140 milhões de toneladas do grão: uma safra que deve ser a maior da história da sojicultura global.

Mas, de nada vale trazer perspectivas, estimativas e projeções incríveis que, inclusive, consolidaram o Brasil como o maior produtor e o maior exportador mundial de soja, se lá no começo, não houver um produtor escolhendo bem a sua semente, escolhendo bem a variedade que vai aplicar em diversas realidades que ele tem dentro de uma mesma propriedade. É preciso estudar cada propriedade detalhadamente e fazer, algumas vezes, mais de uma escolha, para começar bem uma safra. E isso já está acontecendo na safra 2021/22, com registros de plantio em ritmo recorde, o plantio mais rápido da história.

Por isso, é tão importante entender que as escolhas, lá no começo, vão ser as responsáveis por todos os resultados também no final e que os aprendizados de uma safra, devem ser levados para as próximas.

A semente sempre foi vista como o insumo mais nobre dentro de uma propriedade. Com o passar dos anos, esse conceito vem ganhando mais força e a semente, incorporando mais tecnologia e toda esperança e expectativa da safra, é partida dali. E quando levamos em conta toda a responsabilidade que o Brasil tem neste mercado, essa escolha vai fazer toda a diferença para o produtor.

E o produtor hoje tem uma grande gama de opções e, dependendo do tipo de solo que ele pode ter, dentro de uma mesma propriedade, pode significar um talhão diferente do outro também. E conhecer a situação da área é o passo inicial para a escolha de uma variedade, já que existe um número cada vez maior de variedades de cultivares de soja sendo ofertadas aos nossos agricultores. Conhecendo a área, é possível refinar melhor essa escolha.

Pensemos em um produtor que esteja plantando um talhão de primeiro ano, de uma variedade de soja. Ele faz a abertura da área, mas, se colocar uma variedade muito exigente, certamente terá problema, porque a fertilidade do solo ainda está sendo construída. Então, nesse caso, é recomendável que ele coloque uma variedade mais rústica, para conseguir explorar todo o seu potencial.

E hoje, os produtores não só estão abrindo novas áreas, como também estão reutilizando áreas já abertas, como de pastagens degradadas, por exemplo, que estão sendo destinadas ao cultivo de soja, em alguns casos. E, como o manejo nessas áreas foi realizado de uma forma diferente do que seria para a soja, alguns ajustes precisam ser feitos antes do plantio.

Em todos os casos, é fundamental fazer a análise do solo para avaliar suas características físicas, químicas e biológicas; além de avaliar questões de incidência de pragas e doenças, para definir que tipo de variedade de soja se encaixa melhor na realidade daquele talhão.

A escolha da variedade correta pode, ainda, mitigar o impacto de pragas e doenças. E hoje existem variedades com modificação genética que garantem proteção às principais lagartas que atacam a soja, como a falsa medideira, lagarta da soja, das maçãs, broca-das-axilas, helicoverpa, lagarta preta e lagarta das folhas. Sem contar que algumas variedades possuem uma arquitetura muito mais moderna, um tipo de folha mais lanceolada ou menos lanceolada que pode favorecer um microclima para doenças.

O manejo integrado de pragas e doenças tem alguns pilares, que são resistência varietal, monitoramento, controle químico e controle biológico e todos eles devem ser analisados e adotados em conjunto, nunca isoladamente.

Sabemos que osucesso da agricultura, da lavoura de soja é formado por um conjunto de fatores. Então, não adianta colocar a variedade mais rústica e não adubar, não fazer um bom manejo químico, biológico e nutricional, que essa planta não vai expressar o seu potencial, não vai conseguir produzir. E a escolha de determinadas variedades pode ajudar, ainda, no critério de redução de custo, como é o caso da variedade rústica, que é uma variedade menos exigente em fertilidade. Então, algumas vezes, em áreas que não estão tão corrigidas e em um ano de custo tão alto como esse, é melhor colocar a variedade rústica nesse talhão do que, talvez, investir muito dinheiro nele. Caso a opção seja uma variedade muito exigente neste talhão, será necessário adubar muito, elevando os valores investidos que, em um ano de incertezas, que ainda pode apresentar condições climáticas desfavoráveis, pode significar problemas com a saúde do meu negócio.

Assim, a escolha da variedade certa pode também mitigar um pouco os riscos financeiros.

Outro ponto a ser considerado é a questão de ciclo das variedades, já que variedades de ciclo mais curto, normalmente representam economia na aplicação, com um número menor de entradas de máquinas para fazer aplicações de inseticidas, talvez de fungicidas e o produtor poderá colher mais rápido do que colheria um material de um ciclo maior.

E é muito importante escalonar também o plantio e a escolha destes ciclos. Não investir unicamente em ciclos mais curtos, médios ou mais longos. Quando o produtor consegue escalonar esse plantio, ele consegue também diminuir um pouco seus riscos, considerando também o cenário climático.

Hoje, de forma geral, a opção é por variedades de ciclo mais curto, já que existe um grande interesse por uma segunda safra ou, talvez, por até uma terceira. Porém, padronizar 100% das áreas em uma única variedade do mesmo ciclo, traz um risco muito grande. A começar, porque nunca se sabe quando ocorrerá o veranico. E se ele trouxer um enchimento de grãos daquela única variedade plantada em uma área ou na propriedade inteira, haverá problema com peso, as variedades não vão encher o grão e não haverá uma boa produtividade. Da mesma forma, se o agricultor escolhe 100% o ciclo médio, por exemplo, no mês de fevereiro, quando pode chover até 10 dias seguidos, ele também poderá ter problemas. Então, escalonar o ciclo é muito inteligente, é uma ferramenta que o agricultor tem que lançar mão para mitigar riscos climáticos. Sabemos que as incertezas de riscos de clima sempre existiram e sempre existirão. Então, o agricultor deve considerar todas as ferramentas que tem à sua disposição, o que é muito barato, já que o escalonamento de ciclo é uma decisão de planejamento, que significa plantar variedades de diferentes tipos. É necessário escolher a variedade certa de semente e do ciclo de cultivar para cada realidade. E nós, da Sementes Goiás, da Nutrien, oferecemos essas opções, com variedades para o estado de São Paulo, que chegam com um grau de maturação de 5.8 até o estado do Tocantins, com cultivares com grau de maturação 8.2. Então, temos uma amplitude de ciclo muito interessante em nosso portfólio de sementes de soja, para atender aos mais diversos perfis de propriedades e produtores.

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