Será que escolhi a variedade certa de soja? – Parte II

Te ajudamos a responder essa pergunta. A Sementes Goiás entrega […]

segunda-feira | 25 abril

Te ajudamos a responder essa pergunta.

A Sementes Goiás entrega uma solução personalizada, adaptada para cada cliente e já alcança de São Paulo a Tocantins, em um país do tamanho do Brasil. Isso porque oferece um portfólio robusto de sementes de soja, que atende às mais diferentes necessidades.

E dentro de uma fazenda, de cada talhão, há muitas realidades diferentes para uma boa produtividade.

Hoje, o problema com nematóides, por exemplo, é muito recorrente Brasil afora. E existem variedades que, na sua composição genética, foi possível refinar o melhoramento genético para entregar cultivares com resistência a nematóides: nematóides de cisto, nematóides de galha ou com baixo fator de reprodução. É uma ferramenta muito inteligente para o agricultor manejar esse problema, que é muito forte em muitas áreas do país.

Existe também a preocupação do produtor com a melhor época para realizar o plantio, baseado na escolha da semente. Alguns cultivares são mais sensíveis que outros e não devem ser plantados na abertura, por exemplo, mas na melhor época e outros, que permitem uma flexibilidade muito grande. O ponto é: são muitas variáveis a serem analisadas e daí a importância do produtor ter, sempre, um consultor de sua confiança para ajudar nessa análise. Na Sementes Goiás, na Nutrien, são mais de 150 consultores à disposição de todos os clientes para ajudar nessa e em outras tomadas de decisão.

O que mais define a escolha da variedade por parte do agricultor, é a produtividade. E ele vai observar a incidência de doenças, de lagarta, de nematoides e a variedade que, às vezes, resistiu mais ao veranico, para a tomada de decisão da variedade e, ao buscar ajuda, ele tem muito a ganhar. Não existe variedade ruim de semente, mas variedade mal posicionada. Então, a escolha da variedade certa é um pilar e o posicionamento dessa variedade, é um outro pilar para o sucesso das boas práticas agrícolas.

E é preciso tomar um cuidado muito grande com relação às características que cada cultivar exige, para que ele expresse o seu máximo potencial. Hoje a gente sabe que, partindo do princípio de cultivares de soja, existe um grid, um intervalo de posicionamento de plantas, população de plantas por metro, por hectare ou sementes por metro, que é recomendado. Uma definição errônea desse intervalo pode trazer problemas de acabamento, maior pressão por doenças, por conta de microclima, alongamento de entrenós, excesso de área foliar e, consequentemente, redução de produtividade. Então, existem alguns fatores que devem ser analisados novamente em conjunto, para ajudar o agricultor a posicionar aquela variedade que ele escolheu de forma correta, como:

  • Época de semeadura
  • Altitude 
  • Fertilidade do talhão 
  • Irrigação: se é irrigado ou é sequeiro 

O produtor busca aumentar a produtividade, busca aumentar a sua produção, otimizar os seus resultados, porque ele sabe que há uma grande demanda. Há uma produção enorme de grãos, com mais de 140 milhões de toneladas de soja, um recorde. E há também mais tecnologia embarcada em uma semente de soja hoje do que em um smartphone: são anos de pesquisa, cruzamento de dados, que trouxeram muita inovação para o setor, com o Brasil liderando uma vanguarda importantíssima de tecnologia para o agro.

É necessáriovalorizar muito o trabalho das empresas de melhoramento genético, os obtentores de germoplasma e de biotecnologia, que evoluíram de forma muito acelerada, tal como as sementeiras também evoluíram. Prova disso é que hoje existem cultivares de soja com potencial de produzir acima de 120, 130 sacas por hectare e isso tem sido muito recorrente nos concursos de produtividade Brasil afora. E como expressar esse potencial é o desafio.

O agricultor, tendo em vista os custos cada vez mais assustadores, quer buscar margem e espera que a receita seja muito maior que o custo no final do ciclo. Então, se a variedade tem potencial para entregar essa receita maior, ele deve buscar os outros fatores para que essa variedade expresse todo o seu potencial e as boas práticas agrícolas têm que ser muito reforçadas nesse momento.

E tudo começa com o planejamento: planejar custos, planejar máquinas para que o operacional tenha fôlego para fazer todas as operações. E escolher a variedade certa, no lugar certo, para o posicionamento certo, também está dentro do planejamento. Essa variedade deve sair de uma sementeira idônea, com qualidade fisiológica da semente, que são vigor e germinação lá em cima, para que ela consiga todo o seu potencial e garanta uma boa produtividade.

Sementes tratadas industrialmente são também uma ferramenta muito importante. Existem muitos problemas ligados à tratamento de sementes feito de forma inadequada, seja por subdose ou superdose. Semente tratada industrialmente traz um conforto, uma conveniência muito grande para o agricultor. A partir daí, ela vai estar estabelecida. E temos que voltar um passinho atrás, para cuidar do solo. Então, do ponto de vista físico, biológico e de fertilidade do solo, todos esses fatores devem ser analisados para que se consiga alcançar os melhores resultados. A partir do momento em que a soja esteja estabelecida, é fundamental empregar todas as práticas recomendadas pelo manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas.

A base de tudo é o monitoramento, inclusive para a redução de perdas no processo, já que existe muito manejo operacional sendo feito de forma inadequada. É preciso um olhar minucioso na plantabilidade: plantas por metro bem distribuídas, sementes por metro bem distribuídas, no espaçamento adequado, dentro da recomendação, assim como uma aplicação bem feita de produtos a campo, sejam biológicos, sejam químicos. E sem esquecer da colheita: cuidado com uma boa regulagem da colhedora, desde a plataforma até toda sua estrutura de alimentação e de trilha são bases, são boas práticas que devem ser reforçadas nesse momento para que o agricultor consiga ter uma receita dentro da sua expectativa, dado custos tão elevados.

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